segunda-feira, 17 de maio de 2010

"BRASIL UM PAIS PARA POUCOS"

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CAMPOS LARANJEIRAS
Aluno: Robson de Jesus
Disciplina: fundamento da historia do Brasil e Sergipe
Professora: Janaina Mello
BRASIL COLÔNIA

“BRASIL UM PAIS PARA POUCOS”
Talvez essa frase esteja diferente do que você esteja acostumado a ouvir, talvez ela te faça lembra o oposto de um slogan usado pelo nosso governo atual é justamente sobre esse assunto que iremos tratar.

Os condicionamentos da cultura colonial.

SEGUNDO ARNO WEHLING E MARIA JOSÉ C.M.WELING
Durante todo tempo do Brasil colônia a educação e a cultura-englobando a ciência e as artes ficaram concentradas nas mãos da igreja e da elite real.

As normas fixadas pelo Concílio de Trento estabeleciam o claro primado do religioso sobre leigo, este absolvido sobre naquele, como que se alaicidade fosse um pecado pela penitencia e simplesmente tolerado pela religião.As leis que a igreja determinava era muito dura, o Brasil vivia um verdadeiro absolutismo, onde,a obediência a Deus e ao rei era pressuposto indiscutível,a igreja ameaçava sob pena de excomunhão qualquer pessoa que ousasse a se intrometer nos assuntos que vinhece a questionar a religião cristã.
A cultura européia era tida como um padrão a seguir,proibida de possuir imprensa e universidade e com o mínimo de renovação tecnologia na economia:este quadro gerou uma cultura voltada para a simples reprodução e sobretudo livresca,na qual se desprezavam a realidade circundante e a experiência,a favor do que diziam os livros que por sua vez,até fins do século XVIII ligados a posições escolásticas e aristoténcas dissonantes do movimento majoritário cultura européia,que apontava para as ideais de Bacon ,Descartes e Newton .em um saber literário controlado,nas suas manifestações filosóficas,teológicas e estéticas desde século XVI por uma tríplice censura:
a eclesiástica (exercida pelo bispo),e a inquisitorial (controlada pelos dominicanos) e a régia (oficial,mas de forte influência jesuítica).
A criação da Real Mesa Censória pelo marques de Pombal aspirou a colocar nas mãos da burocracia oficial todo o processo.Proibição a imprensa no Brasil colonial prendia-se menos a possibilidade
eclodirem movimentos separatistas(excerto na crise da colonização)do que ao temor da influência estrangeira e da presença de heresias que pudessem atrapalhar o domínio português .
A inexistência de universidades,por outro lado,tem sido explicada como tentativa de Portugal manter uniforme a formação da elite política administrativa e intelectual do país e do império.
De qualquer modo, o ensino ministrado pelos jesuítas sem duvidas o melhor da Colônia, equivalia como a noticia o grau médio. Existiram também cursos de níveis superior de filosofia e de teologia em alguns mosteiros e conventos. Houve inclusive defesas de teses, com atribuição de títulos de doutor. Foram, porém fenômenos isolados e atribuídos a vida das próprias comunidades religiosas.
Em fim, o Brasil saltava do século XVI(Brasil colônia)e transpassava para o século XVIII(Brasil império) .Ou seja, dois século depois as coisa não tiveram muitas mudanças significativas em relação a educação e cultura no Brasil império.

Durante todo império (1822-1889)a cultura englobando as ciências e as artes -continuou uma cultura de elite,isto é feita por poucos e para poucos. É verdade que apareceram os jornais,as tipografias,as editoras de livros,mas poucas pessoas sabiam ler. Surgiram até cursos superiores-medicina no Rio de Janeiro e na Bahia, de direito em São Paulo e Recife, mas poucas escolas existentes não atendiam a maior parte da população por isso, a grande maioria dos brasileiros eram analfabetos e a cultura permaneceu sendo um privilegio dos filhos de fazendeiros e comerciantes ricos.
O Brasil do século atual tem um olhar totalmente diferenciado do Brasil Colônia e do Brasil Império, os governos atuais ver que a educação não é uma questão de luxo, mas sim de necessidade.
É evidente que o ensino no Brasil esta deixando a desejar, mas é bem notório que as universidades deixaram de ser um direito das grandes elites, e estão cada vez mais dando oportunidades as classes mais baixas.

Se D.Pedro e aquelas elites pudessem ver o futuro ,veria que aquele povo que tanto foram privados da ciência, da cultura e da sabedoria , hoje estariam ocupando os mas elevados cargos da sociedade como por exemplo:
Um presidente da república de origem pobre (LULA)ou um juiz (negro)ou mais ainda,um negro comandando a presidência da maior potência mundial,a historia poderia ser diferente.
Com tudo isso o pais vai dando mais um passo para sai do analfabetismo e do subdesenvolvimento (herança da arrogância do domínio português) e dar um grande passo para o futuro que um dia poderemos dizer de fato:
“BRASIL UM PAIS PARA TODOS”


Aluno: Robson de Jesus
Curso: museologia

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